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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Luftwaffe Fallschirmjäger - Armas, equipamentos e acessórios


Luftwaffe Fallschirmjäger

Armas, equipamentos e acessórios




Armas, Equipamentos e Acessórios

Como uma unidade de elite alemã durante a Segunda Guerra Mundial, sujeitos a serem usados em situações emergências nas mais variadas frentes de combate os pára-quedistas alemães usaram uma série de armamentos e equipamentos de qualidade superior aos usados pelas tropas regulares alemãs.

Eles usavam o RZ (RUCKENPACKUNG ZWANGAUSLOSUNG ou mochila embalada para abrir), sobre todo o RZ-16 e o RZ-20. 



Armas
Os alemães produziram uma gama de armas especiais e modificadas para suas tropas aerotransportadas.
 
FG 42

 A arma mais famosa arma produzida para as forças aerotransportadas alemãs foi o fuzil semi-automático FG 42 (Fuzil de Pára-quedista modelo 1942).






• Calibre: 7.92 x 57mm (8 mm)
• Sistema de operação: gás, automático e semi-automático
• Comprimento: 94 cm
• Comprimento do cano: 50 cm
• Alimentação: carregador descartável (tipo pente), horizontal com 20 cartuchos escalonados.
• Velocidade de boca: Aprox. 750 m/s
• Peso: 4,47 kg

Após o ataque a Creta, os pára-quedistas alemães convenceram a Luftwaffe de que precisavam urgentemente de uma arma de fogo seletivo, leve e de grande alcance. Depois de examinar vários projetos, decidiu-se adotar em 1942 o FG 42. O FG 42 era uma arma sem igual no mundo das armas portáteis, contrastando com todos os outros fuzis produzidos durante o tempo em que esteve em uso e a forma da arma era muito avançada para a sua época.

Uma pára-quedista na Normandia em 1944, usando capacete padrão M35 e armado com um FG42.

Os primeiros modelos tinham acessórios de madeira laminada, sendo depois substituídos por plástico. o punho de pistola é intencionalmente inclinado para trás, embora o ângulo talvez seja exagerado para ser confortável em certas posições de tiro. O receptor era feito de aço estampado. O fuste dianteiro da coronha é feito de forma arredondada e fica preso ao cano e e ao cilindro de gás. O cano é bastante longo, porém por sendo encaixado bem para trás no receptor, não aumenta muito o tamanho da arma. O punho dianteiro é grosso e robusto, porque o cano e o cilindro esquentam depressa quando a arma dispara em rajada. A arma também contava com um bipé leve de metal que dobrava-se sob o cano. O fuzil também possuía uma baioneta tipo espigão encaixada numa presilha existente próximo à boca,e, quando não está sendo usado vira para trás, girando em sua presilha, ficando contra o punho dianteiro, dentro dos pés do bipé. A alimentação da arma era feita por um carregador horizontal que comportava 30 cartuchos, e ficava no lado esquerdo da arma, e o peso do carregador tendia a desequilibrar a arma.

Fruto de um projeto bastante sensato, o mecanismo do FG 42 incorporava um arranjo inteiramente novo na liberação do gatilho. Quando disparando em modo semi-automático, o ferrolho fechava sobre a culatra. e quando a arama era disparada no modo automático (rajada) o ferrolho permanecia aberto fazendo o ar fluir dentro da câmara melhorando bastante a sua refrigeração (sistema bem semelhante ao da Metralhadora Leve Johnson), esse arranjo era extremamente engenhoso e muito bem sucedido. Analisando com cuidado o projeto da arma, vemos que seus únicos defeitos são a posição do carregador e a vibração excessiva quando a arma era usada no modo automático.

O FG 42 era uma excelente arma, porém era muito cara para ser fabricada, e seu processo de produção exigia muito esforço fabril. Por isso o FG 42 nunca foi usado em larga escala e é lembrado hoje como uma arma exclusiva dos pára-quedistas alemães. Logo depois o exército alemão e as tropas SS acabaram por optar por outra arma de fogo seletivo igualmente inovadora, porém, de fabricação mais rápida e barata, o célebre MP 44. Somente cerca de 10.000 foram produzidos.


MP40

A MP40 foi descendente da MP38, as diferenças estando no custo de produção. As alterações foram um resultado de vários testes com milhares de MP38 (em serviço desde 1939), utilizadas durante a Invasão da Polônia. As alterações foram incorporadas numa versão intermédia (MP38/40), e mais tarde utilizadas na produção inicial da versão MP40. Mais de um milhão de unidades foram fabricadas de todas versões durante a guerra.
A MP40 era geralmente chamada por Schmeisser, após o nome do desenhador de armas Hugo Schmeisser. Embora Hugo Schmeisser não tivessse desenhado a MP40, mas tivesse ajudado no desenho da MP41 e a Sturmgewehr 44. E também Schmeisser não trabalhava para Erma, mas sim para Haenel. O projetista da MP38 e MP40 foi Heinrich Vollmer.
Uma MP38 pode ser facilmente distinguida de uma MP40 por um buraco no cartucho, e uma série de pequenos sulcos ao longo do comprimento do cilindro superior. A produção inicial da MP40 tinha um lado liso no receptor do cartucho, e a produção principal foi a MP40/I, que tinha pequenos sulcos recortados ao lado do cartucho para a reforçar. A MP40/II foi uma versão experimental com um cartucho de 64 balas.
O design tinha uma quantidade semelhante peças de metal estampado tal como outras armas da altura, mas o que fazia a arma única era o fato do apoio ser fabricado com plástico em vez de madeira. Entre as submetralhadoras da época , o design era normal e não era o mais barato, mais de confiança ou mais poderoso mas era num nível satisfatório. A sua baixa cadência de fogo, mesmo em modo automático, fazia com que esta tivesse uma pontaria mais acertada comparada com a Thompson norte-americana.
A mola do carregador gastava-se rapidamente, fazendo com que a arma encravasse se totalmente cheio com 32 balas. Para contornar o problemas, os soldados carregavam a arma apenas com 30 ou 31 balas. O seu tambor especial permitia às tropas anexar a MP40 às janelas de fogo de veículos de transporte blindados, como o SdKfz 251.

Fuzil Mauser Kar 98

Arma introduzida inicialmente para ser usada apenas pela cavalaria. Contudo, seu menor comprimento e a curta distância dos combates, fizeram com que fosse usada por todas as forças armadas alemães, inclusive os pára-quedistas até 1945. Distingui-se do fuzil por seu comprimento mais curto e pela alavanca do ferrolho curva, mais fácil de usar.


Modelo: 98K
Calibre: 7,92x57 mm
Sistema de funcionamento: repetição, ação de ferrolho manual.
Raiamento: concêntrico, 4 raias para a direita, uma volta em 240 mm
Carregador: interno, cinco cartuchos escalonados
Carregamento: por pente carregador ou tiros simples
Comprimento: 111 cm
Comprimento do cano: 60 cm
Peso: 3,8 a 4,1 kg, dependendo do material da coronha
Alça: de lâmina, regulada de 100 a 2000 metros, com acréscimos de 100 metros
Cadência de tiro: 20 disparos por minuto.
Foi testado com os pára-quedistas duas versões dobráveis. A primeira tinha apenas uma dobradiça na parte menor da coronha, de modo que o fuzil podia ser dobrado lateralmente. A segunda versão tinha a coronha articulada diante da câmera; uma junta travava o cano e a câmera durante os disparos. As duas armas ficavam bem dobradas em uma e podiam ser levadas em mochilas. Porém ambas as versões não se mostraram satisfatórias. Ou o cabo dobrável se soltava ou a junta ligada ao cano vazava gás. 

Gewehr 41/43
O Gewehr 43 ou Karabiner 43 (G43, K43, Gew 43, Kar 43) é uma carabina semi-automática de calibre 7.92 x 57 milímetros da Mauser desenvolvido pela Alemanha Nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Era uma modificação do G41 (W) que usava um sistema à gás melhorado um tanto similar àquele do Tokarev soviético SVT40.

O Gewehr 43(W) era o sucessor do Gewehr 41 que era caro, pesado, difícil de recarregar e nada confortável no campo, e quando as tropas Alemãs se viram fente a frente com o superior Tokarev SVT-40, as limitações dele custaram muitas vidas. Capturando várias SVT-40, os engenheiros alemães perceberam que o sistema de recarga a gás da Tokarev era superior ao deles, portando entregaram em seu projeto existente.

O Gewehr 43 foi o resultado. As tropas alemãs gostaram de como era fácil recarregá-lo, de sua alta precisão e excelente confiabilidade. Por isso foi adotado como um fuzil sniper. Apesar de cumprir com as expectativas o Gewehr 43 não alcançou o potencial previsto como nova arma de infantaria.

Peso 4.1 kg (9.7 lb)
Comprimento: 1130 mm
Comprimento do cano: 546 mm
Cartucho: 7.92 x 57 mm Mauser
Calibre: 7.92 x 57 mm Mauser
Ação: gás
Taxa de tiro: 30 RPM
Velocidade: 775 m/s (2,328 ft/s)
Alcance efetivo: 500 m
Carregador: 10 projétil por carregador.


Fuzil Sturmgewehr 44
Considerado como o primeiro fuzil de assalto realmente eficaz o MP 44, ao longo de seu desenvolvimento foi conhecido como MP 43, P43/1, MK-43, MP44 e Stg 44, é por esta última denominação que vamos chamá-lo de agora em diante.

Durante a Segunda Guerra Mundial, as tropas alemães verificaram que havia uma carência muito grande de uma arma leve, que pudesse ser usada normalmente como um fuzil, mas, que também pudesse fazer as vezes de uma submetralhadora. Também verificaram que a maioria dos combates de infantaria ocorriam a uma distância inferior a 500 metros. Porém para a realização desse projeto, os alemães viram que teriam que fabricar um novo cartucho de potência reduzida. o resultado foi o cartucho 7,92x33 Kurtz (curto). Esse cartucho permitiu a criação de uma arma leve, de baixo recuo, que pudesse disparar no automático por longo período de tempo sem a necessidade de efetuar nenhuma troca de cano. Assim estava aberto o caminho para a criação do StG 44.


O StG 44, foi fabricado inicialmente pela Walther e depois pela Mauser alemã. O nome StG 44 que recebeu deriva do seu nome (Sturmgewhr) e o seu ano de fabricação (1944). No começo do seu projeto, Hitler foi contra a sua fabricação, porém os engenheiros alemães sabiam que tinha diante de si uma excelente arma, por isso desobedeceram ao fuher, e iniciaram sua produção com o nome de MP 44 (MP era um nome destinado às submetralhadoras). Quando uma unidade de infantaria foi isolada na Frente Oriental, lhe foi lançado de pára-quedas um enorme suprimento de StG 44, e a unidade saiu abrindo caminha lutando até a frente principal. Isto carreou fama para o fuzil, e logo se fizeram exigências para que ele fosse distribuído para todo exército, diante disso, os projetistas tiveram que novamente pedir a autorização de Hitler para que a arma fosse produzida em massa. Desta vez, Hitler, com bastante entusiasmo concordou que a produção da arma fosse iniciada com prioridade absoluta, com o nome de Stg 44.

Uma simples companhia armada com esse fuzil tinha um poder de fogo devastador sobre o inimigo, por isso essa arma foi muito temida pelos infantes aliados que tinham que enfrentar essa nova ameaça. O StG 44 foi muito usado nas estágios finais da guerra e principalmente na ofensiva de inverno de Hitler no setor das Ardennas.
Se a sua produção tivesse continuado teria substituído todos os rifles e sub-metralhadoras do exército alemão.

Foi o protótipo de todos os fuzis de assalto em uso hoje em dia.
Especificações

Modelo: StG44
Calibre: 7,92x33 mm
Sistema de funcionamento: automático, alimentado a gás
Raiamento: concêntrico, 4 raias para a direita,
Carregador: externo, para 30 cartuchos
Comprimento: 95 cm
Comprimento do cano: 41 cm
Peso: 4,6 kg, com carregador vazio
Alça: de lâmina, regulada de 100 a 800 metros, com acréscimos de 100 metros
Velocidade inicial: 685 m/s
Cadência de tiro: 500 disparos por minuto

Metralhadora Maschinengewehr 34 (MG 34)

Considerada como uma das melhores metralhadoras produzidas, a MG 34 introduziu o conceito de arma de emprego múltiplo, ou seja, podia ser empregada como metralhadora leve, equipada com um bipé, ou pesada, montada em um tripé, para fogo sustentado de saturação.

Calibre: 7,92mm
Comprimento: 121,9 cm (total) / 62,7 cm (cano)
Peso: 10,5 Kg e 11,5 Kg (com bipé)
Peso do Tripé: 6,75 Kg (Dreifuss 34) e 23,6 Kg (Lafette 34)
Carregador: 75 cartuchos (circular) ou 50-250 cartuchos (fita)
Cadência de Tiro: 800 - 900 tpm
Velocidade inicial do projétil: 755 m/s.


Metralhadora Maschinengewehr 42 (MG 42)

Planejada para substituir a MG 34, com processo de fabricação mais simples, inspirado na MP38, com amplo emprego de peças estampadas, até então nunca utilizadas em armas desse porte, em função das difíceis condições de emprego. Seu batismo de fogo ocorreu na URSS e no norte da África, sendo um sucesso absoluto. Previa-se que ela iria substituir a MG 34, porém acabou complementando-a, por não atingir a escala de produção esperada.


Calibre: 7,92 mm
Comprimento: 1.220 mm (total) / 533 mm (cano)
Peso: 11,5 Kg (com bipé)
Peso do Tripé: n/d.
Carregador: Fita com 50 cartuchos
Cadência de Tiro: 1.550 tpm
Velocidade Inicial do Projétil: 755 m/s
Pistolas
Durante a Segunda Guerra Mundial, os soldados alemães utilizaram um ampla variedade de armas de mão. Pistolas de calibre 7,65 Mauser, Sauer&Son, Schmeisser e até a Browning de 9mm.
As pistolas mais utilizadas eram as de calibre 9 mm parabellum, com pente de oito tiros, a Luger P08 e a Walther P38. Ambas pistolas são um símbolo do Exército alemão na Segunda Guerra Mundial e uma maravilha tecnológica. Essas pistolas se tornaram um troféu valioso, apreciado pelos soldados aliados.
Pistola Luger P 08

Uma pistola clássica da 2ª guerra, facilmente reconhecível pelo seu formato característico, a Luger P08 entrou em serviço no exército alemão em 1908, sendo produzida até 1942, quando foi, afinal, substituída (pela Walther P 38), pois sua fabricação era muito complexa e cara, fato não desejável em períodos de guerra.

Modelo: P 08
Calibre: 9 mm (parabellum)
Comprimento: 222 mm (total) / 103 mm (cano)
Peso: 0,85 Kg
Carregador: Pente com 8 cartuchos
Velocidade Inicial do Projétil: 351 m/s.
Pistola Walther P 38

Desenvolvida como uma substituda para a lendária Luger, foi a pistola padrão do exército alemão na Segunda Guerra. A P 38 tinha um processo de fabricação mais simples e rápido (apesar do seu gatilho de dupla ação, pioneiro na época), sendo muito precisa e robusta. Foi também produzida pelas firmas Mauser e Spreewerke.

Modelo: P 38
Calibre: 9 mm (parabellum)
Comprimento: 219 mm (total) e 124 mm (cano)
Peso: 0,96 Kg
Carregador: Pente com 8 cartuchos
Velocidade Inicial do Projétil: 350 m/s.
Outras armas
Os alemães foram os primeiros a usarem artilharia sem recuo, na sua versão de 75 mm em Creta. A arma de 75 milímetros (321 libras) LG 40 era uma arma leve, projetada pela Rheinmetall, tinha cano curto e estriado. A arma podia lançar granada de 5,5 kg a uma distancia de 6.500 m. Disparava projeteis altamente explosivos de 75 mm e também granadas de grande poder de penetração, para luta contra blindados. Podia ser desmontado em partes e lançado de pára-quedas. Uma versão de 105 mm que pesava 855 libras foi introduzida mais tarde e se pensou em uma versão de 150 mm também. As tropas alemãs de montanha e de caçadores também utilizaram estas armas. 
Grupo de Fallschirmjäger armado com canhão sem recuo LG 40.


Armas antitanque
Rifles antitanque foram usados nas primeiras campanhas, como o PanzerBusche 38/39 de calibre 7.92 mm. Ele foi seguido pelo PanzerBusche 41 de 20mm que se tornou obsoleto durante a Barbarossa pois não era capaz de penetrar a blindagem dos tanques soviéticos. O PzB 41 foi então modificado para 28mm e disparava munições com interior de tungsteno, porém a produção foi parada devido e escassez deste material. Depois foi amplamente usado o Panzerfaust ("Punho Blindado" em alemão) 60 e o Panzerschreck (do alemão: panzer= tanque; schreck= terror).
Lança Rojão RPzB-54 Panzerschrek

Inspirada em exemplares capturados da Bazzoka, mas com calibre maior para mais poder de fogo, a RPzB-54 (conhecida popularmente como Panzerschreck: terror dos blindados ou Ofenröhr: chaminé de fogão) incorporava um escudo, eliminando o problema de sua antecessora, a RPzB-43, em que o propelente do rojão (que ainda queimava após deixar o tubo) atingia o rosto do atirador. Em compensação, o escudo provocava um recuo quando o propelente atingia a superfície do escudo. Operada por equipes de 2 soldados, era inicialmente menos efetiva que a descartável Panzerfaust, pois o seu tamanho levava o atirador a disparar de alcances maiores.


Modelo: Raketenpanzerbüchse 54
Produção Total: 289.151 (RpzB-54) + 25.744 (RPzB-54/1)
Comprimento: 1,64 m
Calibre: 88 mm
Peso: 9,3 kg (11 kg com escudo)
Ignição: Por meio de magneto
Alça de Mira: Fixas a 100, 150 e 200 metros
Alcance: 180 metros (máximo), 120 m (efetivo)
Granada: AT, carga oca RPzB.Gr. 4992 (regulado para um alcance máximo de 180 m)
Peso da Granada: 3,3 kg (total), 0,66 kg (carga explosiva)
Penetração: 100 mm (prática), 230 mm (teórica)
Guarnição: 2 (atirador e municiador)
Lança Rojão Panzerfaust

O Panzerfaust (punho blindado) foi desenvolvido a partir do Faustpatrone, como uma forma de prover o infante com um equipamento antitanque barato e de fácil uso – era só uma granada de carga oca, disparada de um tubo simples. Os primeiros modelos (Panzerfaust 30, 60 e 100, o número se referindo ao alcance em metros da arma) eram descartáveis, o último a ser adotado o 150, era reutilizável. Todos eles tinham capacidade mais do que suficiente para destruir o mais pesado tanque em serviço na Guerra. 6.700.000 deles foram feitos durante a guerra, assim como 1.500.00 faustpatrones.

Modelo: Panzerfaust 60
Comprimento: 104,5 cm
Peso: 6,1 kg
Calibre: 50 mm (tubo lançador), 140 mm (granada)
Carga explosiva: carga oca, 800 grs.
Propelente: 145 grs
Alça de mira: fixas, reguladas para 30, 60 e 80 metros
Velocidade inicial: 45 m/s
Penetração: 200 mm
Fallschirmjäger na Normandia, 1944, armados para guerra antitanque, contra um Sherman M4 americano. O segundo pára-quedista da esquerda para a direita está armado com uma Panzerschreck e o primeira do direita para a esquerda com uma Panzerfaust 60.

Os morteiros também foram amplamente usados. O ligeiro de 50mm podia ser levado em containeres de armas e ser lançado com as armas pessoais. O de 81mm dava aos pára-quedistas em terra um poder de fogo superior. O PaK 36/37 de 37mm, era era capaz de penetrar 60mm de blindagem, podia ser  lançado separado e suspendido por vários pára-quedas, e dava uma limitada capacidade antitanque. Depois passou a se usar também o PAK 40 de 75mm, que era capaz de penetrar 174mm de blindagem.
Unidades de engenheiros usaram lançadores de chama Eintossflammenwerfer, desenvolvido inicialmente para as tropas SS. Minas de todos os tipos foram usadas entre elas a Teller 43 antitanque, minas S e minas Schu.
Granada Stielhandgranate

Introduzida em 1915 (M15) como uma resposta às granadas de mão inglesas, recebia o seu nome devido a haste de madeira que tinha, para aumentar a distância de arremesso. Mas era popularmente conhecida como "amassador de batatas".
No entreguerras um modelo mais avançado foi lançado, o M24. Este foi simplificado em 1942 (M42) e foi introduzida uma camisa de fragmentação opcional. Apesar de seu custo de fabricação ser mais elevado que as granadas de mão normais, era muito apreciada por seu usuários, milhões delas sendo fabricadas e vendidas para todos os países aliados do Eixo na Europa.

Modelo: Stielhandgranate M24 (granada de haste M24)
Tipo: ofensivo, defensivo (com camisa de fragmentação opcional) ou fulmigena (M39)
Peso: 480 g (ogiva)
Comprimento: 35,6 cm
Carga explosiva: 165 gramas de TNT
Área de ação: cerca de 35 metros (defensiva), cerca 5 m (ofensiva)
Retardo: 4,5 ou 5 segundos
Alcance: cerca 30 metros (lançamento manual)
No decorrer da guerra, as unidades alemãs de pára-quedistas acabaram exercendo praticamente a função de infantaria de elite. Em conseqüência, as armas e equipamentos projetados para ações aerotransportadas não foram mais necessários.

Container de armas equipamentos
Como os pára-quedistas em seus saltos podiam levar pouca coisa, umas poucas granadas e uma pistola, se fazia necessário que outros armamentos e equipamentos fossem lançados em um container com um pára-quedas. Eles eram levados debaixo das asas de aviões ou por bombardeiros. Cada um podia levar cerca de 100 kg de equipamento e seu peso carregado chegava no máximo a 160 kg.
Alguns containeres foram equipados com um par de rodinhas e uma barra para reboque que podiam ser colocados depois do lançamento. Isto permitia que o container fosse rebocado da zona de salto. A prioridade das tropas ao tocarem o solo era encontrarem os containeres. Faixas coloridas e outras marcas foram usadas para ajudar na sua localização. Um pelotão de Fallschirmjaeger necessitava pelo menos de 14 containeres para suas armas e munição.
Fallschirmjäger armados com (da direita para a esquerda):
 pistola Luger, granada, MG 34, fuzil Kar 98 e submetralhadora MP40.
Note os containeres atrás deles.

Veículos
Uma vez no chão esperava-se que os pára-quedistas lançassem mãos de veículos capturados, mas isso não era o bastante, pois a eficiência em combate requeria um certo nível de transporte motorizado.
Os alemães nunca desenvolveram um veiculo leve para ser transportado por via aérea como o jeep dos Aliados. Eles utilizaram motocicletas, geralmente BMW  R-75 equipadas com sidecar para uso das unidades de reconhecimento. As motocicletas também foram equipadas com um gancho de reboque que poderia rebocar armas antitanque ou da artilharia leve. Porém o desempenho da moto caia muito com essa função. No período de 1941 até 1945, foram fabricadas aproximadamente 16.500 unidades. Pesava cerca de 420 Kg equipada com o sidecar e suportava uma carga de igual peso. Essa robusta motocicleta possuía um tanque de combustível com capacidade para 24 litros, obtendo com isso, uma autonomia de mais de 300 Km, Na estrada Alcançava até 95 km por hora e podia superar obstáculos com inclinações de até 40 graus. Usada principalmente em missões de reconhecimento, a BMW R-75 se fez presente tanto no front europeu, quanto no africano.
Os Fallschirmjaeger também usaram um veiculo semi-lagarta Kettenrad, baseado em uma motocicleta. Com um motor de 1500 cc e um peso de peso de 1.200 kg era mais potente que uma moto para puxar cargas todavia era difícil de carregar e descarregar em um JU 52.

Acessórios
As rações de assalto dos Fallschirmjaegers era uma combinação de carnes e queijos processados, café instantâneo, e bolos.
Em combate, os pára-quedistas alemães recebiam freqüentemente aplicações de rum ou conhaque. Os Fallschirmjaegers usaram o fogão alemão padrão “Esbit” do exército. Quando era necessário, se usava Benzedrine para manter as tropas em alerta por períodos prolongados do tempo. Há duas desvantagens em se adotar isto. Uma é que o usuário esgota todas as reservas de energia e tende à cair no sono quando a droga passa o efeito, um perigo quando se está engachado em combate. E segundo é que estes tipos de estimulantes também dão ao usuário sede muito grande, e em situações de combate é sabido que nem sempre a água é abundante.

Roupas e equipamentos 
Os Fallschirmjägers tinham uma grande variedade de roupas especiais. Como unidade da Luftwaffe, seu uniforme básico era em azul e não em verde como as tropas do Exército alemão.
Os pára-quedistas usavam um capacete de aço (M38) com uma orla menor que a do modelo padrão (M35), e ficava preso ao queixo por uma tira. Podia ter uma revestimento de tecido, e de seu lado esquerdo tinha a água da Luftwaffe. Sua espessura de metal era de 1.15 milímetros e pesava de 1 kg. O capacete tinha um revestimento de couro do cabrito com 12 furos da ventilação e tinha um anel de alumínio, que era unido ao capacete por meio de 4 nós que além da ventilação e os pontos serviam para segurar a tira que se prendia ao queixo.
Entre o revestimento e o capacete havia 7 almofadas de borracha que ajudavam absorver impactos. Os primeiros capacetes foram pintados na cor verde escuro e aquelas usadas pela Luftwaffe verde-cinza escuro, embora para o fim da guerra a cor "feldgrau" também foi usada. Em climas tropicais os capacetes em tom de areia escuro e no Leste durante o inverno pintados com cal branco. Os primeiros capacetes eram adornados com as cores nacionais em seu lado direito e com a águia da Luftwaffe no esquerdo. Mas logo os pára-quedistas se livraram das cores nacionais porque representavam um ponto muito visível, deixando apenas a águia, que foi abandonada mais tarde também. As telas camufladas para cobrir os capacetes também foram usadas. Às faixas elásticas e redes eram adicionadas folhas. Com seu design totalmente revolucionário na época, o capacete M38 influenciou inclusive o capacete dos pára-quedistas britânicos pára-quedistas britânicos. Na década de 1970 quando a Alemanha Ocidental criou a sua unidade antiterror na Polícia Federal de Fronteira, o Grenshutzgruppe9 (GSG 9), os seus membros usavam os capacetes M38 dos Fallschirmjäger.


Os Fallschirmjäger. usavam uma vestimenta para salto, era uma espécie de capa de chuva, carinhosamente chamada de Knochensack (saco de ossos), normalmente feita em gabardine, verde-oliva, no início da guerra ou camuflada já para o final. A única insígnia usada nesta vestimenta após março de 1940 era a águia da Luftwaffe feita de algodão branco e bordada no lado direito do peito. Durante cerimônias e ocasiões especiais as decorações e as medalhas podiam ser usadas nele.

Suas botas eram especiais, com solado de borracha e os cordões amarrados na lateral da bota.

Seu uniforme por baixo da vestimenta de salto podia ser o azul-acizentado da Luftwaffe ou um verde-oliva como o usado em Creta.

As botas eram tão boas que os ingleses o copiaram e os seus próprios pára-quedistas quando podiam usam as botas capturadas.

Os pára-quedistas também usavam as vezes em seus saltos joelheiras acolchoadas.


Pára-quedista armado de granadas e um fuzil Mauser Kar 98.

Note as joelheiras para salto.



Uniforme completo de um Fallschirmjäger




PLANADOR DFS 230 
O ataque alemão a Eben Emael foi uma das operações aéreas mais audaciosas da Segunda Guerra Mundial. Para seu êxito, os pára-quedistas dependiam de uma arma de guerra jamais experimentada em ação: o planador de assalto. O DFS 230 foi projetado por Hans Jacobs e colocado em vôos de teste no final de 1937. Altos oficiais alemães, em particular Ernst Udet,      ficaram muito impressionados com essas experiências e logo encomendaram uma versão , para fins militares. Embora o aparelho não passasse de um modelo ampliado de um planador convencional, apresentava  desempenho admirável quando utilizado com pequenos grupos de ataque. Tinha capacidade para transportar 272 kg de carga, além dos homens, e podia planar por 20 km quando solto a 2.000 m de altitude. Todavia, a prática demonstrou que o DFS 230 era extremamente vulnerável ao fogo terrestre inimigo em sua descida lenta e rasante. Os modelos posteriores, trouxeram soluções para esses problemas: as novas versões possuíam um equipamento de pára-quedas para reduzir as distâncias de pouso e uma metralhadora MG15 de 7,9 mm, colocada atrás do cockpit, para fogo supressivo. Alguns planadores também tinham duas MG34 presas no nariz do aparelho. Entretanto, o DFS 230 apresentava uma grande desvantagem: a  capacidade de carga muito reduzida, o que limitava seu uso. Mesmo assim, a produção do planador continuou até abril de 1942, quando se passou a construir o 1022.




JU-52 - "Tia Ju"
Projetado por Ernst Zindel na fábrica da cidade de Dessau, o modelo inicial tinha apenas um motor, o Ju 52/1m. Seu protótipo foi produzido em 1931 e certificado no mesmo ano pelo Ministério dos Transportes do Reich. Devido a falta de interesse por parte dos compradores, principalmente da Deutsche Lufthasa, foram adicionados ao avião mais dois motores para aumentar seu desempenho, mudando sua denominação para Ju 52/3m. O 3m significa drei motoren, ou três motores. Algumas fontes indicam ter sido da empresa Lloyd Aéreo Boliviano (LAB) o pedido pela adição de mais dois motores, enquanto outras afirmam ser a requisição da Deutsche Lufthasa. Fabricado com motores BMW, alguns modelos para exportação também utilizavam motores Pratt & Whitney Wasp ou Bristol Pegasus.

Os primeiros aviões com esta nova configuração e motores Pratt & Whitney foram entregues ao Lloyd Aéreo Boliviano, e batizados como “Juan del Valle” e “Huanuni”.

O avião batizado de "Bolívar" da LAB foi vendido à VASP, sendo este o primeiro a realizar a ponte aérea Rio-São Paulo em 1936, decolando do aeroporto de Congonhas com o registro PP-SPD.

Transformou-se na aeronave padrão da Lufthansa, representando 74% da frota em 1944. Realizava uma viagem Berlim-Roma com sobrevôo dos Alpes em apenas 8 horas, um tempo considerado excelente para a época. No entanto, por não possuir cabine pressurizada, era equipado com máscaras de oxigênio para vôos de grande altitude.

Pela South African Airways, o Ju 52 realizou vôos na rota Cidade do Cabo - Joanesburgo. Ao total, a companhia aérea utilizou 13 aviões deste modelo.

No Canadá também foi utilizado para transportar madeira e outros equipamentos de mineração, especialmente por um dos poucos Ju 52/1m existentes (apenas 7 foram construídos), com registro CF-ARM da Canadian Airways Limited de Winnipeg.

Começou a perder espaço no mercado com o surgimento dos aviões Douglas DC-2 e DC-3, que eram mais econômicos e transportavam um número maior de passageiros.

Em 1944 foi permitida a construção do modelo pela Construcciones Aeronáuticas S.A. (CASA) da Espanha, sendo então designado de CASA 352-L. Os Ju 52 também foram produzidos na França a partir de 1942, em uma fábrica da empresa aeronáutica francesa Amiot, incorporada pela Junkers durante a guerra, localizada na cidade de Colombes. Os aviões produzidos nesta planta foram batizados de Amiot AAC.1 Toucan. Após a guerra, alguns destes modelos foram para a Força Aérea Portuguesa, Air France e CSA Czech Airlines.

Esteve em serviço pela Força Aérea Suíça até a década de 1980. Atualmente, alguns exemplares ainda voam na Alemanha, Suíça e Estados Unidos para passeios turísticos. Outros dois exemplares restaurados estão na África do Sul e França.

Uso militar
Membros da Legião Condor, força de intervenção aérea enviada pela Alemanha à Guerra Civil Espanhola, posando em frente ao Junkers Ju 52
Membros da Legião Condor, força de intervenção aérea enviada pela Alemanha à Guerra Civil Espanhola, posando em frente ao Junkers Ju 52

Sua primeira utilização militar foi para o transporte de tropas bolivianas e equipamentos para o front de batalha pelos cinco aviões do LAB durante a Guerra do Chaco, conflito entre Bolívia e Paraguai.

Na guerra civil espanhola, o Ju 52 foi utilizado como transporte de tropas, principalmente de soldados vindos do Marrocos para a Espanha, além de servir de bombardeiro e transporte para missões de pára-quedistas pela Legião Condor, uma força de aviadores voluntários enviados pela Alemanha para ajudar o General Franco.

O mesmo uso foi feito durante a Segunda Guerra Mundial para o transporte de tropas e suprimentos para a frente oriental (Stalingrado), ou para o norte da África (Afrika Korps).

A versão Ju 52/3m W, hidroavião, serviu na campanha da Noruega em 1940 e posteriormente no teatro de operações do mediterrâneo.

O Ju 52 também foi uma peça fundamental na Operação Merkur (invasão alemã da ilha de Creta) no ano de 1941, como avião de transporte de para-quedistas. A operação foi considerada um sucesso, pois seus objetivos de conquista foram alcançados. No entanto, as baixas de para-quedistas foram grandes e pouco mais da metade dos 493 aviões que participaram da invasão foram danificados ou destruídos. Devido as altas perdas humanas e materiais desta operação, não foi realizada pela Alemanha mais nenhuma grande ofensiva utilizando tropas aerotransportadas.

Um modelo do Ju 52 estacionado no Equador da empresa Syndicato Condor, subsidiária da Lufthansa no Brasil, foi um dos primeiros aviões capturados pelos Aliados na Segunda Guerra Mundial. Durante este período beligerante, inúmeros Ju 52 foram destruídos. No entanto, alguns aviões capturados foram postos em serviço das forças vitoriosas, sendo alguns utilizados pela Aeroflot.
FONTE: Tropa de Elite




















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